domingo, 17 de janeiro de 2010

Cheiro Mal! O Drama de uma Vida

Isto é apenas um relato exclusivo de uma vítima de rinite crónica que não pode viver sem um lenço de papel e spray nasal.

Quem padece do mesmo mal que eu deve ser solidário ao incómodo constante de não ter o sentido olfactivo. Já há alguns dias ando nesse estado e já em modo de desespero, penso que vou ficar sempre assim. Em certas situações até me dá um certo jeito: não ter de suportar determinados cheiros incómodos do wc, por exemplo. No entanto, como saberemos se nós próprios não estaremos também a cheirar mal? É muito mal não poder detectar o odor horripilante à catinga debaixo do sovaco! Nem sabem as doses de perfume que tenho borrifado para cima de mim com esse receio. E como não sinto o cheiro vou gastando mais perfume!
Os que sofrem de nariz altamente congestionado não detectam nem bons cheiros, nem maus. Mas se nos imaginamos dentro de um autocarro cheio de gente, por exemplo, em pleno Verão, depois de um dia de trabalho e, por motivos de equilíbrio temos de levantar o bracito...se não tivermos bem cheirosos e lavados debaixo do sovaco, somos, de imediato, fulminados por olhares incómodos de pessoas cujos narizes fazem um esforço para não fazerem o exercício normal de respiração. É de facto muito preocupante...
Depois de semanas e semanas sem cheirar nada, nem um simples cheiro a desodorizante comprado no supermercado, estou quase a entrar em colapso nervoso. E uma série de dúvidas vão passando na minha cabecita pensante, altamente afectada com spray nasal e comprimidos:
Afinal, o olfacto não faz parte de um dos 5 sentidos fundamentais para a percepção que temos do que nos rodeia? (profundo...estamos a chegar a um nível bastante filosófico daqueles que questiona a nossa existência neste mundo...) Nós somos seres incompletos sem o olfacto. Se se cheira a terra molhada, aperecebemo-nos que acabou de chover; se se cheira a incenso é por que alguém queimou um pauzinho; se se cheira a esturro é porque o arroz da panela se queimou; se se cheira a merda na sola dos sapatos é porque acabei de pisar o cocó do cão da vizinha... Há aqui uma clara discriminação para quem padece deste mal. Graças aos ares condicionados, à poluição, às condições invariáveis do clima. os portugueses sofrem cada vez mais de rinites e constipações diversas acabadas em "-nites". Sim. Há mesmo uma discriminação para este mal trágico de não poder cheirar. Primeiro de tudo, não existe um termo específico para quem não cheira. Se chamamos a quem não vê, cego; a quem não ouve, surdo; a quem não fala, mudo, como se designa alguém que não cheira? Em todos os filmes e telenovelas que comovem as donas de casa, já apareceu a pobre menina coitada que era cega ou surda e muda e que, por milagre ou pelos avanços científicos numa clínica da Suiça fica curada e apaixona-se pelo médico que, por sua vez, a tinha atropelado e a deixado cega, surda ou muda...Agora, senhoras e senhores, já alguma vez viram um novela em que uma rapariga desgraçada foi atropelada pelo otorrino e ficou sem a capacidade de cheirar? Não viram, pois não? Há discriminação!!!

Revoltada com esta situação já ando com ideias em fundar uma Organização de Apoio aos que Não Cheiram - OANC - e de publicar um livro sobre o meu próprio drama pessoal. ‘’Cheiro Mal – história de uma vida’’. Um dia irá se tornar num livro de sucesso e a história será vendida para a realização de uma novela da TVI. Antes houve os "Olhos d'Agua" que tanto comoveu os portugueses há uns anos atrás. No futuro, entrarão nas nossas casas a grande novela sensação: "Nariz Pingado" - o drama de uma rapariga que não cheira ... Já ouço o Toy a cantar a música do genérico...
Já sei. Estes grandes planos que surgem assim acabaram por ser arrumados numa gaveta, tal como muitos planos e ideias dos grandes génios da literatura televisiva. Mas não deixam de ser ideias inspiradoras, catango!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cidade do Porto

Passeio que me deixou um pouco nostálgica, pela cidade, mas principalmente pelo convívio excelente de um grupo mesmo espectacular! :))





Na torre dos Clérigos
















Pormenor dos magníficos azulejos na estação de S. Bento


Na Avenida dos Aliados:




A Sé do Porto e a Ribeira:



Os Jardins de Serralves

Portugal em imagens - Nazaré




São fotos tiradas há imenso tempo - no mês de Setembro quando o tempo ainda estava bom e ainda pude aproveitar uns dias de passeio....

Update bem resumido do tempo que já passou...

Agosto 2009


Setembro já lá foi


Outubro puff...

Novembro quando?

Dezembro Natal? xiiiii


Janeiro 2010...

2010????

....da-se....

sábado, 8 de agosto de 2009

Optimus Alive 2009 resumo muito resumido

Reparei que este ano com a Optimus Alive e Super Bock Super Rock, as bandas escolhidas parecem um pouco fora do contexto. Talvez seja para agradar todo o tipo de público, mas desta forma não me agrada muito. O que estava ali um pouco fora do baralho para este dia 11 talvez seriam os Black Eyed Peas. Deixaram-me um pouco impaciente até por que a seguir iria entrar em palco a Dave Matthews Band. E mesmo aquela atitude de artista pop MTV-eu-sou-muita-bom não me convence. Antes disso, surpresa da noite foi Chris Cornell. Presença e voz marcantes. O senhor ainda mantém a postura da velha escola rock, bem como os músicos que o acompanhavam. Faltava um pouco de inovação, mas como nunca tinha visto o senhor ao vivo fiquei surpreendida pela positiva.









Black Eyed Peas. Muito Pop MTV para o meu gosto. Deixou-me um pouco impaciente, até por que já estava a contar os minutos para ver a DMB. :)

domingo, 2 de agosto de 2009

Optimus Alive 2009 - 11 de Julho

Foi, sem dúvida, um grande dia para mim. Estar presente no concerto da Dave Matthews Band! Finalmente! Há mais de 10 anos à espera! Nem sequer os tinha visto ao vivo quando vieram pela primeira vez a Portugal, pois estava em terras do IKEA. Parecia sina!
Por isso vou começar a minha crónica do dia 11 Julho com a minha querida DMB. São, sem dúvida alguma, uma das melhores bandas ao vivo. É generosa para com o seu público - houve dar e receber em tão poucas horas - sim, para mim foram poucas e faltaram tantas músicas por ouvir - ''Grey Street'' ou ''When The World Ends'', ''#34''...Começou em grande com um tema novo, do recente álbum da banda '' Shake Me Like a Monkey'' e passaram alguns clássicos como ''Ants Marching'', ''#41'' ( a minha favorita de sempre) e ''Crash into Me''. O grande momento da noite - aquele em que houve um diálogo entre músicos e público - foi com ''Two Step''. Uma ovação do público, ritmada, imitando o som do saxofone, os músicos admirados pela criatividade espontânea, Carter Beauford agarrou o momento de improviso, dialogando connosco. Que outra banda poderia fazer isso? Só mesmo Dave Matthews Band. :)
E como manda a tradição, o concerto termina com a versão de Bob Dylan que DMB adoptou como final dos seus concertos ''All Along the Watchtower'' o que provocou um grande entusiasmo, quase histérico de um grupo de rapazes que pediam esse tema desde o início do concerto. Fiquei admirada ao ver tantos fãs da banda. Pensei que esta minha predilecção pela DMB fosse só minha em Portugal. Digo isto por que raramente via amigos que conhecessem a banda sem ser eu a fazer alguma publicidade. Somos uma legião de fãs muito escondida que só aparece nos concertos da DMB. E que continue assim. Só nossa, de uma forma bem especial. A banda essa, continua modesta, criativa, cheia de energia, com alegria espontânea, apesar do recente abalo da perda de um dos membros mais queridos - LeRoi Moore - que não foi esquecido pelos músicos, nem pelo público. De Parabéns tiveram os músicos que acompanharam a banda - Tim Reynolds, o companheiro das tours acústicas de Dave Matthews, Jeff Coffin no saxofone e Rashwan Ross na trompeta. E ficou no final a promessa de Dave Matthews de voltarem. Que seja para breve. Não fiquei com uma baquete do Carter Beauford, pode ser que para o próximo concerto tenha mais sorte!